Vinho não é mais definido como cultura francesa

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Muitos países cultivam vinho, mas em nenhum deles o cultivo se tornou uma expressão tão profundamente enraizada da cultura como na França. A história do consumo de vinho como um estilo de vida muito difundido que remonta aos dias da Revolução Francesa perece ter chegado ao fim. Hugh Schofield da “BBC” apresenta números preocupantes para a indústria e explica o contexto. 
 
Um olhar mais atento às mesas dos cafés da França revela que o vinho é mais um estereótipo histórico do que um dado real. O consumo de vinho no país está em rápido declínio. Em 1980 mais da metade dos adultos consumia sua taça de vinho diariamente, agora apenas 17% acalenta esse prazer, enquanto o número de pessoas que nunca beberam vinho mais que dobrou para cerca de 40%. A média de consumo caiu de 165 litros por ano nos anos 1960 para menos de 60 litros em 2010. Como em muitas partes do mundo água mineral começou a ganhar preferência quando se trata de bebida que acompanha a refeição. Alguns têm a impressão de que, com o vinho um pedaço central da cultura e o “valor de conivência, tradição e apreciação do honrado tempo Francês” pode se perder.
 
Historicamente, o consumo de vinho era um marcador claro da cultura francesa. Seu recente declínio expressa claramente diferenças geracionais, o impacto de invenções modernas, tais como os carros que impedem o consumo de álcool se utilizá-lo como meio de transporte, e as tendências de saúde mundiais. Este é um exemplo de evolução que ocorre nas raízes da cultura e sua reflexão final sobre sua superfície. Além disso, um grande número de pequenos processos é responsável. Agora esta tendência será muito difícil de parar e impossível de reverter.