Ouro perde um pouco do seu brilho

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Dos tesouros de Midas ao ataque de Goldfinger em Fort Knox, o ouro vem impressionando a humanidade há séculos. Mas, quanto ouro há e por quê o seu valor variou tanto nas últimas décadas? Ed Antes da BBC discute recentes estimativas e Nathaniel Popper do “New York Times” explica porque o ouro perdeu seu esplendor.
 
Todo ouro extraído na história da humanidade ainda existe, mas especialistas discordam quanto à quantidade extraída. Em sua última avaliação, Thompson Reuters GFMS informa em suas pesquisas anuais que existem 171.300 toneladas de ouro, desse modo, sua avaliação aproxima-se de James Turk, o fundador de Gold Money, com 155.244 toneladas. Todo este ouro derretido faria um cubo cujas laterais mediam menos de 21 metros. O Gold Standard Institute argumenta que cerca de 2.5 milhões de toneladas de ouro foram extraídas em toda história da humanidade, um número especulativo levando em conta o comércio ilegal e a grande parte que está escondida nos cofres. Pelo menos agora, a corrida do ouro da última década parece ter acabado. O preço aumentou mais de 650% de 1999 a 2011, mas desde então perdeu mais de 15%. Ouro tem sido visto como um porto seguro durante a recessão, mas a recuperação das economias com a alta de preços vem reduzindo a demanda.
 
Ouro sempre foi o protótipo para ricos baseado em escassez de recursos. Contudo, este fato também é um problema. Na economia, apenas em períodos desfavoráveis, o ouro pode atingir o status de moeda de reserva. Em tempos favoráveis, a demanda para a produção de joias permanece limitada e o alto nível de preço motiva muitos consumidores da indústria a procurarem, e encontrarem, substitutos mais baratos. Atualmente, A quantidade de ouro utilizada em produtos tecnológicos, muitas vezes é tão pequena que a reciclagem não é econômica.  Em consequência, pela primeira vez na história da humanidade o consumo de ouro poderá algum dia contribuir para um novo aumento de seu preço.