Mulheres ambiciosas no trabalho

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O primeiro trimestre de 2013 levou a uma significativa discussão sobre mulheres e liderança a partir de uma perspectiva prátic e teórica. O debate foi inspirado por Sheryl Sandberg, Diretora Executiva do Facebook, com seu livro “Lean In”, e Marissa Mayer, Diretora Executiva do Yahoo, com algumas difíceis decisões sobre soluções de trabalho remoto.  Leslie Kwoh do “Wall Street Journal” resume o conselho de Ursula Burns, Diretora Executiva da Xerox e primeira afro-americana de uma empresa do grupo de empresas Fortune 500.
 
Enquanto Sheryl Sandberg se concentra em como as mulheres poderiam liderar melhor o local de trabalho e superar a dúvida, Burns aborda o contexto. Ela aconselha procurar um bom marido, e acrescenta, gozando, “20 anos mais velho”, porque um marido completamente engajado na sua própria carreira provavelmente será menos solidário quando se trata de organizar a vida familiar. Além disso, ela enfatiza a importância do equilibrio entre a vida profissional e a vida privada sem se esforçar inútilmente tentando fazê-lo tudo perfeito. Finalmente, e em concordância com Sandberg, ela percebe uma realista autoavaliação como base do sucesso. Algum egoísmo é inevitável, sentimentos de culpa devem ser mantidos sob controle e a vida em geral não deve ser levada a sério demais.
 
É o realismo e o humor de Burns que permite que seu conselho se destaque. Além disso, ela faz um comentário importante por abordar a questão do cônjuge e o equilíbrio da vida profissional em geral. É claro que as mulheres devem se esforçar no local de trabalho, desenvolver confiança nas suas habilidades e avançar nas suas habilidades pessoais. O maior número de mulheres em posição de liderança é encontrado em alguns países Escandinavos, que tornaram mais fácil incorporar os diversos papeis sociais das mulheres em torno ao seu trabalho. A maioria das mulheres não pode construir uma creche perto de seus escritórios e precisa de uma estrutura social que apoia viajens de negócio e horas extras. Finalmente, é refrescante que Burns coloca o trabalho dentro de um contexto, ele é um elemento central da vida, mas não é a vida.