Já existe uma queda na inovação nos Estados Unidos?

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Enquanto a fabricação nos Estados Unidos tem, obviamente, declinado ao longo das últimas décadas, o país ainda se vê como líder em educação e inovação. Contudo, como Eamonn Fingleton do “New York Times” explica, sua posição de liderança em inovação é cada vez mais questionada, se é que ela existe de fato.
 
Os dados sobre patentes registradas em 2011 pela World Intellectual Property Organization (WIPQ) listou apenas uma empresa norte-americana, Qualcomm, entre as dez maiores. As primeiras cinco posições foram mantidas por empresas chinesas e japonesas como ZTE, Huawei, Panasonic e Sharp, juntamente com a alemã Bosch. O número de patentes reflete o aumento de pesquisas e desenvolvimento (Research and Development, R & D) na Ásia. Especialmente na China o cenário de inovação está mudando rapidamente. O número de pesquisadores dobrou desde 2000 e dentro de uma década, o país pode superar os Estados Unidos em pesquisas realizadas. Esta tendência se alimenta pelo crescimento econômico, mas, além disso, empresas americanas começaram a transferir seus departamentos de pesquisas e desenvolvimento para outros países. Mais de 25 por cento de empregados dos departamentos trabalham em multinacionais americanas no exterior. Apenas cinco anos atrás, eram somente 16 por cento.
 
Historicamente, inovação tem sido associada com grandes inventores e as ideias individuais e geniais sempre desempenharão um papel. Entretanto, inovação agora emerge de uma interação entre projeto, fabricação e pesquisa de consumo. Especialmente neste mundo de produtos de alta tecnologia de separação de funcionalidades organizacionais que se transforma tão rapidamente e onde R & D tem importança crítica dentro de um processo contínuo de desenvolvimento de produtos, que são caros e impraticáveis.  Os dados indicam que R & D entrará mais na fabricação e nos mercados. Uma perda local na capacidade de fabricação é, contudo, o primeiro passo para a perda da empresa como um todo.